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Serviços Financeiros

Concept Case Study — MCD Lab

FinFlow

Um pedido de financiamento digital repensado de raiz: menos esforço percebido, decisões mais claras e confiança em cada passo.

Serviços

  • UX Research
  • Product Strategy
  • UX Design
  • UI Design
  • Design System
  • Accessibility
  • UX Analytics

Disciplinas

  • Research
  • Product Strategy
  • Product Design
  • Design System
  • Acessibilidade

FinFlow é um estudo conceptual independente, desenvolvido pelo MCD Lab. Não representa um cliente real, nem contém resultados, métricas, testemunhos ou dados de utilizadores reais.

Ecossistema FinFlow: página inicial do produto num portátil e aplicação de financiamento num smartphone.

02

Visão geral

O FinFlow explora como seria um produto financeiro digital desenhado à volta da compreensão, e não do formulário.

  • Contexto

    Pedidos de financiamento online acumulam passos, documentos e regras que raramente são explicados a quem os percorre.

  • Objetivo

    Desenhar um percurso onde cada passo é curto, previsível e justificado — do primeiro ecrã à confirmação.

  • Abordagem

    Estruturar a jornada, reduzir a carga por ecrã e construir um sistema de interface consistente e acessível.

03

O desafio

O problema deste tipo de produto raramente é visual. É de compreensão: pede-se muito, explica-se pouco e os erros só aparecem no fim.

  • Percursos longos sem noção de progresso
  • Linguagem técnica em momentos de decisão
  • Documentos pedidos sem contexto
  • Erros detetados tarde, já depois do esforço

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A pergunta de design

Como tornar um processo financeiro complexo compreensível, sem o simplificar em excesso nem esconder o que é importante?

Esta pergunta orientou todas as decisões seguintes do estudo.

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Descoberta

Este é um estudo conceptual: não foi conduzida investigação com utilizadores reais. A descoberta assentou em análise documental e em padrões estabelecidos de design de interação.

  • Análise de padrões

    Estudo de fluxos de candidatura digital e de convenções já validadas na literatura de UX.

  • Mapeamento de tarefas

    Decomposição do pedido em tarefas mínimas, dependências e pontos de espera.

  • Heurísticas

    Revisão do fluxo à luz de heurísticas de usabilidade e de prevenção de erro.

  • Normas de acessibilidade

    Leitura das WCAG 2.2 AA como restrição de design desde o início, não como revisão final.

Sem entrevistas, sem amostras, sem conclusões apresentadas como evidência empírica.

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Necessidades assumidas

Necessidades conceptuais, formuladas como hipóteses de trabalho a validar num contexto real.

  • Saber onde estou

    Perceber quanto falta antes de começar e durante.

  • Perceber porquê

    Saber a razão de cada dado ou documento pedido.

  • Poder parar

    Interromper e retomar sem perder o que já foi feito.

  • Confiar

    Perceber o que acontece aos dados e o que vem a seguir.

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Princípios de experiência

  1. 01

    Um passo, uma decisão

    Cada ecrã pede o mínimo necessário para avançar.

  2. 02

    Explicar antes de pedir

    O contexto aparece junto ao campo, não em rodapé.

  3. 03

    Prevenir em vez de corrigir

    Validar no momento da introdução, não no fim.

  4. 04

    Consistência acima de novidade

    Padrões repetidos reduzem a carga cognitiva.

08

Arquitetura de informação

O pedido foi reorganizado por intenção do utilizador — e não pela estrutura interna de um sistema.

  1. 01

    Simulação

    Montante, prazo e estimativa antes de qualquer dado pessoal.

  2. 02

    Dados pessoais

    Identificação em blocos curtos, com progresso visível.

  3. 03

    Informação financeira

    Rendimento e encargos com explicação do propósito.

  4. 04

    Documentos

    Pedido no momento certo, com estado individual por ficheiro.

  5. 05

    Revisão

    Resumo editável antes de qualquer submissão.

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Progressive disclosure

Em vez de um formulário monolítico, o percurso revela informação à medida que é necessária, mantendo sempre o progresso à vista.

Interface FinFlow em tablet e smartphone com indicador de passo 4 de 8 e campos de informação financeira.
Passo a passo com progresso persistente em desktop e mobile.
  • Indicador de passo sempre presente
  • Blocos curtos com um objetivo cada
  • Detalhe adicional disponível a pedido

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Dashboard do pedido

O pedido deixa de ser um túnel e passa a ter um sítio próprio: um painel que mostra estado, próximos passos e histórico.

Dashboard FinFlow “Your application, always with you” num portátil, com a versão móvel ao lado.
O mesmo estado do pedido, coerente entre portátil e telemóvel.
  • Estado atual em linguagem simples
  • Próxima ação sempre identificada
  • Continuidade entre dispositivos

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Formulários inteligentes

Os campos foram desenhados para reduzir esforço: agrupamento lógico, formatos assistidos e ajuda contextual.

Ecrã FinFlow “Your details” com campos de dados pessoais e indicador de progresso do pedido.
Recolha de dados pessoais em blocos curtos e legíveis.
  • Etiquetas visíveis, nunca só placeholder
  • Formatação assistida em datas e valores
  • Ajuda inline junto ao campo que a exige

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Prevenção de erro

O objetivo não é mostrar erros melhor: é evitar que aconteçam.

  • Validação no momento da introdução
  • Mensagens que explicam como corrigir
  • Nenhuma perda de dados ao voltar atrás
  • Confirmação explícita antes de ações irreversíveis

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Envio de documentos

O momento mais frágil do processo passou a ter estado próprio, requisitos claros e recuperação simples.

  1. 01

    Antes

    O que é pedido, porquê e em que formatos.

  2. 02

    Durante

    Progresso do envio e verificação imediata do ficheiro.

  3. 03

    Depois

    Estado por documento e ação clara quando algo falha.

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Revisão e confirmação

Antes de submeter, tudo o que foi introduzido é mostrado num resumo editável, sem surpresas no último ecrã.

  • Resumo por secção, com edição direta
  • Condições visíveis antes da submissão
  • Confirmação com próximos passos explícitos

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Acessibilidade

As WCAG 2.2 AA foram tratadas como restrição de design, não como auditoria final.

  • Contraste verificado em todos os estados
  • Percurso completo por teclado
  • Áreas de toque generosas em mobile
  • Erros associados programaticamente aos campos
  • Respeito por preferências de movimento reduzido

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Mobile first

O percurso foi pensado primeiro no ecrã mais pequeno, onde a carga é mais sentida — e só depois expandido.

  • Uma decisão por ecrã
  • Ações principais ao alcance do polegar
  • Progresso e ação seguinte sempre visíveis

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Design system

O FinFlow assenta num sistema próprio de tokens e componentes, pensado para escalar sem perder coerência.

  • Tokens de cor, tipografia, espaço e raio
  • Componentes de formulário com todos os estados
  • Padrões de progresso, estado e feedback
  • Regras de conteúdo e tom de voz

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Confiança

Num contexto financeiro, a confiança constrói-se com clareza — não com selos ou promessas.

  • Explicar o uso de cada dado no momento em que é pedido
  • Mostrar sempre o que acontece a seguir
  • Evitar linguagem comercial em momentos de decisão

19

Do conceito inicial à experiência refinada

Conceito interno — não é um cliente real

Comparação entre a primeira exploração interna do fluxo e a versão refinada do conceito. Ambos os lados são trabalho do MCD Lab — nenhum representa um produto real.

Comparação conceptual entre a exploração inicial do FinFlow e a versão refinada da mesma interface.
Esquerda: conceito inicial. Direita: conceito refinado.

20

Como o sucesso seria medido

Nenhum resultado é apresentado: este estudo define apenas o que faria sentido medir num contexto real.

  • Taxa de conclusão por passo
  • Abandono associado a campos específicos
  • Frequência e tipo de erro por formulário
  • Tempo até à submissão completa
  • Pedidos de ajuda por etapa

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UX Analytics

Dados ilustrativos

O conceito prevê um plano de medição desde o design: eventos nomeados, funil por passo e leitura por dispositivo.

  • Eventos definidos ao nível do componente
  • Funil do pedido do início à confirmação
  • Segmentação por dispositivo e por passo

Qualquer valor visível nas imagens é conteúdo ilustrativo de interface, não um resultado.

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Experimentação e validação futura

O que seria necessário fazer para transformar hipóteses em evidência.

  1. 01

    Testes de usabilidade

    Percursos moderados com participantes reais.

  2. 02

    Testes A/B

    Comparar variantes de agrupamento e de linguagem.

  3. 03

    Auditoria de acessibilidade

    Validação assistiva com utilizadores.

  4. 04

    Investigação longitudinal

    Acompanhar pedidos ao longo de semanas.

23

Resultado do estudo

O FinFlow resulta num sistema completo e coerente, pronto a ser testado — não num conjunto de resultados.

  • Um fluxo completo, do primeiro ecrã à confirmação
  • Um design system aplicável a outros produtos financeiros
  • Um plano de medição e de validação definido

Nota final

O FinFlow demonstra o método do estúdio: estruturar a complexidade, desenhar com restrições reais e deixar tudo preparado para ser medido.